Copa América e suas emoções?

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Copa América 2011 emoções na Argentina?

Jogos sem muitas emoções, jogadores que querem mais fortalecer a imagem pessoal do que jogar bola, falta de vontade, falta de raça e falta de gols. Não, não estou falando da MLS ou de algum torneio de menor expressão mas sim do evento de seleções mais importante da América, a Copa América.

Desde sua fundação em 1916, quando era conhecida como Campeonato Sul-Americano, a Copa América tem sido palco de verdadeiras batalhas em campo. Sempre um torneio muito disputado com algumas das melhores seleções do mundo como Brasil, Uruguai e Argentina, é visto como um dos mais equilibrados torneios de futebol entre nações do mundo, e o mais velho ainda em atividade.

A edição atual que ocorre nos territórios de nossos hermanos argentinos tem jogadores de renome internacional como Messi, o melhor do mundo, Neymar, a nova promessa e Forlán, o melhor da Copa do Mundo de 2010. Você lê esses nomes e pensa “nossa deve ser um puta campeonato”, então você começa a ver os resultados, vê que foram sete empates em 12 jogos e pior, as grande seleções campeãs do mundo cheias de estrelas nem lideram seus grupos.

Mas então o que acontece com a Copa América? Porque não se vê grandes emoções em campo se as seleções mais tradicionais com alguns dos melhores jogadores participam da competição?

A resposta consiste de vários aspectos. O primeiro deles é que os jogadores estão vindo de fim de temporada e estão cansados, com problemas de ritmo de jogo, essa é a principal desculpa dos jogadores e técnicos para o mau desempenho. O segundo é que hoje em dia os jogadores se preocupam mais em aparecer do que jogar bola, querem lançar moda, inventar dribles, jogar sozinhos e fazer moral com a mídia, esse é um problema muito presente na seleção brasileira.

Moicano arrumadinho: confere. Mostrar para que veio para a Copa América: em falta

O terceiro aspecto que explica o porquê da várzea na Copa América é que hoje no futebol o que manda é o dinheiro, o comprometimento com a seleção é o mínimo. Os jogadores estão ali jogando de graça, no máximo recebem o bicho pago depois da vitória, o que ainda assim deve ser muita grana, e por isso não dão seu melhor.

Um jogador só liga de dar seu melhor hoje em dia se ele receber algo em troca, mesmo que seja a visibilidade que um torneio internacional gera. O grande problema é que nas grandes seleções os jogadores já têm isso e não precisam se matar em campo, mesmo que seja para honrar a camisa do seu país. Por isso seleções de menor expressão como Paraguai, Venezuela, Costa Rica, Colômbia e Equador se destacam e estão melhores que os gigantes Brasil, Argentina e Uruguai.

Sem uma solução pratica pra isso o jeito vai ser sentar pra assistir Peru ou Colômbia disputarem o caneco de Campeão enquanto os times de estrela continuam de estrelismo querendo criar penteados e usar chuteiras multicoloridas ao invés de jogar bola.

Por Lucas Matos – @lcarvon

imagens:globoeporte.globo.com

About lcarvon

Estudante de jornalismo da UEPG, musico, fã de esportes e blogueiro (????)

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