Raça x Técnica

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Essa é a máxima da final da Libertadores 2011, entre Santos e Peñarol. O peixe era muito favorito e todos sabiam. Porém com o estádio Centenário lotado e pressão gigantesca da torcida, o peixe segurou um 0x0 e levou a decisão da partida para o Pacaembu, na próxima quarta-feira.

Adriano entrou e tomou conta da posição

O Santos jogou bem, mas poderia ter jogado melhor.O time não pensou apenas em se defender. Criou e desperdiçou varias oportunidades, a maioria delas com Zé Love que, por duas vezes, fez a torcida alvinegra soltar o grito de gol antes da hora e ver a bola ir para fora. O Peñarol bateu menos que o esperado e também criou algumas oportunidades, porém, ora era travado, ora mandava para fora, ora o goleiro Rafael aparecia.

Se Elano e Danilo não fizeram boa partida, não pode-se dizer o mesmo de Adriano e Durval. O volante, que já foi reserva, anulou o argentino Martinuccio enquanto o zagueiro foi um leão e ganhou todas atrás. Alex Sandro também foi muito bem e criou várias oportunidades jogando junto com Neymar, apenas se precipitou em alguns cruzamentos, fundamento que precisa melhorar.

Neymar é um capítulo a parte. No primeiro tempo ele sofreu o contato do jogador uruguaio depois de aplicar uma caneta e caiu, valorizando é verdade, e tomou amarelo. Na jogada seguinte, assim que voltou a campo, passou por três ou quatro marcadores e deixou Alex Sandro na boa para soltar a bomba e ver o goleiro espalmar para escanteio. Escanteio este que virou bola no travessão do zagueiro Bruno Rodrigo.

Neymar foi ameaçado pelo juiz da partida

É bom ressaltar que o peixe provavelmente contará com as voltas dos laterais titulares Jonathan e Léo. Ambos fizeram muita falta na primeira partida, muito mais Jonathan do que Léo, principalmente porque Pará não é um substituto tão a altura quanto Alex Sandro. Pará fica preso a marcação e apóia muito pouco e sem nenhuma qualidade, coisa que Jonathan tem de sobra, enquanto Alex Sandro, apesar de apoiar bem, não consegue marcar tão bem quanto Léo, sem falar na experiência do ídolo da lateral santista.

O time uruguaio pode não ser bobo, mas não é suficientemente bom para fazer frente ao peixe no Pacaembu. Se Zé Love tivesse num dia um pouco menos zicado o alvinegro praiano poderia ter saído do Uruguai praticamente com as duas mãos na taça. Todo cuidado é pouco no Pacaembu, mas o título está cada vez mais perto.

Por Eder Traskini – @EderTraskini

Fotos: uol.com.br

About Eder Traskini

Faço jornalismo na UEPG, como Mc'Donalds, tomo Coca-Cola, uso Nike e leio Veja. E não sou a favor do PT. Santista e amante de esportes.

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