Libertadores: futebol ou guerra?

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Torcida do Santos é protegida pela polícia durante o intervalo

Cada vez mais Libertadores é sinônimo de guerra. Foi este o clima para Cerro Porteño x Santos pelo jogo de volta, das semifinais da Libertadores, na noite desta quarta-feira, em Assunção no Paraguai. Estádio lotado e…calado logo no primeiro lance, quando Zé Eduardo desencantou e abriu o marcador para o peixe.

O gol de Zé Eduardo, que estava de mal com as redes há muito tempo, foi só uma palinha do que o peixe jogaria no primeiro tempo, ou seja, enquanto precisou. Foi, provavelmente, os melhores 45 minutos do ano. E só foi decair, ouso dizer, pela saída de Jonathan, e também, é claro, pelo natural relaxamento do time após fazer o placar.

Se dentro de campo o Santos dava show, nas arquibancadas a torcida do Cerro fazia feio. Mal acostumada pela Conmebol, a torcida atirava objetos no campo, inclusive nos cobradores de escanteios do time santista, que precisavam que um jogador do clube paraguaio fosse ali próximo pedir para que parasse a chuva de objetos.

Muricy é atingido por objeto durante o final do segundo tempo

No intervalo mais cenas lamentáveis nas arquibancadas. As torcidas de Cerro e Santos trocavam pedras e bombas enquanto os policiais tentavam controlar a situação. Um dos vários objetos atirados pela torcida paraguaia em campo acertou Muricy, já no final do segundo tempo, mas em se tratando de libertadores parece que pode-se atirar objetos em campo impunemente, é como se a guerra fosse legalizada no torneio enquanto a Conmebol nada faz no sentido de punir os times.

O jogo terminou truncado, influenciado pelo clima de guerra criado nas arquibancadas, com o empate por 3×3 que classificou o peixe para a grande final. Muricy cancelou a entrevista coletiva, visivelmente irritado com as condições do estádio:

– Dei muita sorte de não pegar nos meus olhos. Mas não vai acontecer nada, ninguém será punido. É assim, vocês vão ver se vai acontecer algo.

O Santos pode ter a volta de PH Ganso para a final da competição, porém não terá o capitão Dracena expulso. Motivo para preocupação? Não. Edu sempre foi um dos mais criticados do time, apesar de estar jogando bem desde a chegada de Muricy, e Bruno Aguiar sempre deu conta do recado quando entrou. Motivo para preocupação é a lateral direita já que Jonathan saiu machucado. Se na esquerda Alex Sandro não destoa do resto do time, mas é bom que Léo volte, na direita Pará costuma destoar e numa decisão como esta, nada pode dar errado.

O peixe espera agora a definição do adversário, mas venha quem vier, pode comemorar torcedor santista, você está na final da Libertadores e pode ter certeza que o time adversário teme muito mais o Santos de Neymar do que você pode temer o rival. A classificação poderia ter sido mais fácil? Poderia, mas é Libertadores meu amigo, é guerra, é superação, é vontade, é sofrimento e não será diferente na final, muito pelo contrário, principalmente se o finalista for o argentino Velez Sarsfield.

Neymar é alvo de laiser durante a partida

Por Eder Traskini – @EderTraskini

Fotos: uol.com.br

About Eder Traskini

Faço jornalismo na UEPG, como Mc'Donalds, tomo Coca-Cola, uso Nike e leio Veja. E não sou a favor do PT. Santista e amante de esportes.

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