Raí, o terror do Morumbi

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Sua história começa no Botafogo, Fogão, ou até mesmo Pantera da Mogiana, clube de Ribeirão Preto-SP, que teve a honra de ser um dos poucos clubes do interior a levar jogadores para a seleção Canarinho, caso de Raí Souza Vieira de Oliveira, irmão do ídolo do Corinthians, Sócrates. Raí relata em seu livro, “Para ser jogador de futebol”, escrito por Soninha e Milly Lacombe, que por um acaso foi descoberto jogando bola em um campinho na cidade do interior de SP, assim, sendo levado ao Botafogo. Futebol não era o seu foco, seu irmão tinha sido estrela da Copa de 1982, e a família não acreditava no sucesso de Raí, com o nascimento da sua primeira filha, o atleta decidiu levar o esporte a sério, e em 1983 se profissionalizou, abandonou dois cursos de graduação  e se preocupou apenas em jogar futebol, sofreu algumas lesões, e foi mostrado ao cenário do futebol pelo uruguaio Pedro Rocha.

Em 1987 o jogador foi convocado para vestir a camisa da seleção, no empate com a Inglaterra por 1 x 1. Pouco tempo depois, numa das maiores transações internas, o jogador foi comprado pelo São Paulo Futebol Clube, onde fez sua história. Foi um dos maiores nomes no período em que o Tricolor era dirigido pelo mestre Telê Santana, que exigiu muito do jogador. Pelo Tricolor conquistou o Paulistão de 1989 e 1991, o Brasileirão de 1991, e o Mundial em 1992, batendo o Milan. Nesse terceiro título, Raí fez um dos gols importantes da história do São Paulo, de falta ensaiada com Cafu, o camisa 10 do Tricolor colocou a bola na gaveta – falta que foi ensaiada durante o ano todo, e não tinha dado certo nenhuma vez segundo o lateral – Nesse gol começou a caminhada Tricolor em busca do primeiro título Mundial.

De 1991 a 1994 ganhou titularidade, porém na Copa ficou na reserva

Após as glórias no Brasil, Raí teve seu destino ligado a França, mais precisamente em Paris, no Paris Saint Germain, aparecendo ainda mais no cenário mundial. Sofreu diversas dificuldades, como o novo idioma e o clima, mas conseguiu adaptar-se, e virou um dos maiores ídolos do PSG, clube que tem carinho até hoje, sendo idolatrado pela torcida. Por lá conquistou: Liga da França (1995 e 1998), Copa da França (1993, 1995 e 1998), Campeonato Francês (1994) e a Recopa Européia (1996).

Entre esses anos de São Paulo e PSG, houve a Seleção Brasileira, em 1991 o jogador conseguiu a titularidade, e em 1994 ficou como reserva na Copa dos EUA, e marcou o 1º gol do Brasil na Copa daquele ano, contra a Rússia. Raí sem sombra de dúvidas, teve sucesso muito maior nos clubes do que vestindo a camisa verde-amarela.

Após 5 anos de sucesso e títulos na França, a diretoria do São Paulo contatou Raí, e o jogador retornou ao Brasil. Raí chegou justo quando o São Paulo estava na final do Paulistão de 1998 contra o Corinthians. O atleta conseguiu ser relacionado para a final, e não deu outra, Raí vestiu a 10 e simplesmente fez o São Paulo ser campeão. Fez um gol, e deu o passe para França fazer o segundo, no jogo em que o São Paulo bateu o Corinthians por 3×1.

1999 foi um ano difícil para o craque, ficou 9 meses parado após uma lesão no joelho, mas em 2000 retornou aos gramados e mais uma vez foi campeão paulista, agora sobre o Santos. No mesmo ano anunciou que iria se despedir do futebol, foi o fim de Raí como jogador, mas não foi o fim dele no futebol.

Raí na volta ao Brasil em 1998, na conquista do Paulistão sobre o Corinthians no Morumbi

Raí atualmente tem o Projeto Gol de Letra, que começou em 1998 numa parceira com o também jogador Leonardo, o projeto visa crianças e jovens carentes, para que elas possam ter mais oportunidade de perspectiva de vida.

O jogador possui um perfil na rede social Facebook, contendo fotos, e algumas informações do atleta, porém o jogador não pode ser adicionado como amigo – http://www.facebook.com/rai10oficial.

Por Amauri Barbosa – @amauriganso

Fotos: rai10.com.br

About amauriganso

Acadêmico do 2º ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa - Paraná, pedestre, eleitor, paulista e são-paulino de coração.

One response »

  1. Muito fera! Muitas coisas não sabia… De fato, um grande ídolo. Matéria ótima, parabéns!

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