Sem medo de assombração

Ponta Grossa Phantoms joga bem, mas é derrotado em casa pelo Foz do Iguaçu Black Sharks.

O Ponta Grossa Phantoms recebeu o Foz do Iguaçu Black Sharks na tarde do último domingo (01/04), no Olinda Esporte Clube e foi derrotado pelo placar de 7 a 2. O jogo foi disputado até os últimos segundos, mostrando a igualdade entre os dois times. Mas o que chamou atenção foi a quantidade de faltas, principalmente para o lado do Black Sharks. O time cometeu 10 false starts durante a partida, número considerado altíssimo se comparado ao Phantoms, que cometeu apenas um. Nas outras faltas, igualdade: dois off sides e mais três outras flags para cada lado.

Cristiano (#1), ainda machucado, coordena o time do Phantoms na partida contra o Crocodiles, em 20 de março.

O jogo marcou o retorno do quarterback #1 Cristiano pelo lado do Phantoms, que voltava de lesão e não jogava desde 20 de outubro do ano passado, quando se machucou na partida contra o São José Istepôs. O time sofria com a falta de experiência em jogadas aéreas, que dificilmente eram convertidas, comprometendo descidas mais longas da equipe. Com a volta do quarterback, o fantasma ganhou consistência em tal jogada.

Quanto ao jogo, o Black Sharks começou a todo vapor, mas levou um susto: logo nas primeiras descidas o passe do quarterback #10 Yuri foi interceptado na linha de duas jardas de ataque. Na segunda tentativa de descida do Phantoms, #1 Cristiano deixou a bola cair dentro da end zone, sendo recuperada por #73 Zeca, caracterizando o touchdown. O ponto extra foi convertido pelo kicker #10 Yuri. Placar inaugurado em Ponta Grossa: Black Sharks 7×0 Phantoms.

O time de Foz do Iguaçu quase ampliou a vantagem no segundo quarto. Após um lançamento de 20 jardas de #10 Yuri para a recepção, dentro da end zone, do wide receiver #13 Gilvane, os juízes invalidaram o lance, alegando um holding. O placar não se mexeu e, na sequência, o Phantons recuperou a bola e acordou na partida.

Depois de três tentativas mal sucedidas de alcançar o first down, o punter #87 Caco, do Phantons, devolveu a bola ao adversário, deixando-a na linha de uma jarda de ataque. Com as costas na parede, o quarterback #10 Yuri foi sacado dentro da própria end zone pelo #82 Tiba (assistido pelo #79 Torre), marcando um safety para o Phantoms, que diminuiu o prejuízo: Black Sharks 7×2 Phantoms.

Faltando 50 segundos para o fim do 2º quarto, #35 Roni do Phantoms sofreu um contato e saiu machucado com suspeita de fratura no tornozelo. Pouco antes, #88 Douglas do Black Sharks também saiu lesionado.

O Foz volta para o 3º quarto com um pedido de tempo a menos: o jogador #79 Franco usava uma caneleira rígida, o que não é permitido pelas regras da Federação Paranaense de Futebol Americano (FPFA), e sofreu punição pelo ato.

A única grande jogada do 3º quarto foi uma interceptação do Phantoms feita pelo jogador #82 Tiba, que recuperou a bola na linha de 18 jardas de defesa e só foi parado na linha de 24 jardas de ataque, conseguindo um belo avanço de 58 jardas. No entanto o lance não acarretou em pontos na sequência.

Jogadores do Phantoms prontos para mais uma tentativa de descida.

No 4º quarto, uma jogada diferente: a equipe do Black Sharks ameaçou uma devolução de bola em uma 4&12 (quarta descida para 12 jardas) da linha de seis jardas de defesa. No entanto o punter #51 Melhorança optou por um fake punt run pela lateral esquerda (finge que vai devolver a bola, mas corre com ela), até a linha de 21 jardas de defesa, alcançando o first down. No 2º tempo o placar não mudou e o Sharks conseguiu a vitória. Placar final: Ponta Grossa Phantoms 2×7 Foz do Iguaçu Black Sharks.

O Foz atingiu a segunda vitória no campeonato e ainda possui boas chances de chegar à final. O Phantoms perdeu as três partidas que disputou e não tem mais chance de ser campeão, pois está a três vitórias do líder da chave A (Coritiba Crocodiles) restando dois jogos para serem disputados. Na próxima rodada o Black Sharks recebe o lanterna do grupo B, Curitiba Predadores, em Foz do Iguaçu, enquanto o Phantoms vai até Curitiba enfrentar o líder do grupo A, Coritiba Crocodiles.

Por Rodrigo de Souza – @guinhosouza

Fotos: Eder Traskini e Paulo Fernandes (phantoms.esporteblog.com.br)

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Imparcialidade não é aqui, chefe.

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