Ídolos Palestrinos: Valdemar Carabina

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Em 584 jogos ele marcou apenas nove gols. Nem tinha obrigação: era um zagueiro. E virou um dos grandes ídolos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Era apenas Valdemar, mas em um destes nove gols ganhou o apelido que seria seu passaporte para a imortalidade.

Nasceu em 28 de janeiro de 1932 em São Paulo, capital. Valdemar dos Santos Figueira tinha 20 anos quando estreou no Clube Atlético Ypiranga. Logo foi convidado a jogar pelo Palmeiras, onde estreou em 1954 ganhando do São Paulo por 1 a 0. Pelos próximos 12 anos, jogaria 584 vezes pelo Palestra, ganhando 333 e empatando 116 partidas, o que dá 64% de aproveitamento.

Com Valdemar na zaga, o Palmeiras ganhou três Campeonatos Paulistas, uma Taça Brasil e um Torneio Rio-São Paulo. Um espetáculo à parte nesse mágico período eram seus duelos com Pelé. Nos Palmeiras x Santos, às vezes o Negão passava, às vezes não.

Valdemar tinha um vigor físico acima do normal. Dominava a área na técnica, sem violência. Num jogo no Pacaembu, Valdemar acertou de fora da área um tiro violento no gol adversário. O famoso locutor Mario Moraes, da então Rádio Panamericana, narrou dizendo que o chute do zagueiro palestrino tinha sido “mais forte que um tiro de carabina”. Pronto. Nasceu o apelido.

Vigor e técnica em campo.

Jogou duas vezes pela seleção brasileira. Era um dos jogadores do Palmeiras que atuaram com a camisa da seleção na vitória sobre o Uruguai no primeiro jogo da história do Mineirão, dia 7 de setembro de 1965. Quase um ano depois, em 21 de agosto de 1966, fez sua última partida na defesa do Palestra ganhando do Bragantino. Virou o quinto jogador que mais disputou partidas pelo time, atrás apenas de Ademir da Guia, Leão, Dudu e Waldemar Fiúme.

No dia 22 de agosto de 2010, Valdemar faleceu no hospital São Rafael. Eram 19h20, e o Verdão tinha acabado de jogar. Carabina deixou dois filhos e quatro netos.

Deixou também uma lembrança, assim descrita pelo ex-colega Dudu para o jornal esportivo Lance!: “Ele era um dos caras que agregavam a todos, que ajudavam sempre. Com Djalma Dias. Djalma Santos, Geraldo Scotto, orientava muito bem a defesa, e eu fiz parte desse time. Era um jogador que dificilmente a gente dentro de campo ficava desorientado, sem função. Ouvia muito o que o técnico queria e dentro de campo procurava fazer aquilo. Uma pessoa muito firme, determinada, era o amigão de todos. Deixa uma marca de jogador responsável, marcador, que gostava muito do Palmeiras”.

Por Raphael Gierez – @RaphaelGM

Foto: 3vv.com.br

About @justphael

Aspirante a jornalista, brisado por natureza, pseudo-hardcore, iludido e corneiteiro, THAT'S ME.

2 responses »

  1. Rubens Figueira Prado

    Obrigado pela homenagem ao meu avô! Sou neto do Valdemar Carabina e foi com muito orgulho que li a sua homenagem!!! Obrigado por lembrar daqueles que ajudaram a construir a gloriosa historia da Sociedade Esportiva Palmeiras!

    Responder
  2. Carlos Alberto Forte

    Waldemar Carabina, um dos grandes jogadores do Palmeiras e palestrino de coração
    Hoje não existem mais craques/homens assim
    Fez parte da história do clube e de um dos maiores times que o Palmeiras já teve, inclusive o time completo que jogou com a camisa do Brasil.
    Waldemar, eu me lembro de você com saudades e com carinho.

    Carlos Alberto Forte

    Responder

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