Do menino da comunidade ao garoto filho de magnata, o sonho pode ser o mesmo

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Quem não sonhou em ser jogador de futebol? A música do grupo Skank retrata o sonho de inúmeros garotos brasileiros de diferentes classes sociais. Do menino que joga por diversão diariamente na rua de casa ao que treina dois períodos ao dia, o desejo é idêntico. O futebol como objetivo de vida é um caminho incerto, mas o prazer e a sonho de um dia tornar-se profissional é alimento para muita criança.

Treinadores e empresários mal – intencionados, falta de apoio familiar e a precariedade dos clubes são entraves comuns nas categorias de base. A lei do mais forte prevalece também no mundo da bola. O garoto que possui influências dentro de um clube, por mais que exista outro atleta que seja melhor que ele, tem privilégios como a titularidade e ajuda financeira, assim acabando com sonho de muitos desfavorecidos, as disparidades são enfrentamentos comuns. Os alojamentos e as condições de treino de muitos clubes são extremamente precárias,  aonde o clube profissional não se vincula com a base, não dando apoio financeiro para que a base evolua, tratando-a como um setor sem prestígio.

Casos como o do São Paulo, Cruzeiro e Atlético Paranaense são exceções. Possuem as melhores categorias de base do Brasil, com incentivo médico, odontológico, convênio com escolas e aulas de reforço.  São celeiros de craques, e contam com apoio financeiro e patrocínios. Mas a realidade geralmente é outra, onde o atleta passa inúmeras provações e dificuldades até conseguir a almejada profissionalização.

Enquanto o sonho superar todas as dificuldades, ainda haverá atletas. Isso não vale exclusivamente para o futebol – que comparado a outros esportes ainda recebe grande apoio – mas para qualquer esporte, onde os enfrentamentos e os desníveis são enormes, prevalecendo o mais “forte”. O mais capaz financeiramente diante de um cenário capitalista e excludente.

Por Amauri Barbosa – @amauriganso

About amauriganso

Acadêmico do 2º ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa - Paraná, pedestre, eleitor, paulista e são-paulino de coração.

One response »

  1. Faltou só citar o maior celeiro de craques que é a Vila Belmiro né. Mas belo texto Amauri.

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