Cartolagem, o novo podcast do blog FocasEC!

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O fantasy game oficial do brasileirão, o CartolaFC, acabou de ganhar um podcast especializado! O cartolagem, novo podcast do blog FocasEC, falará apenas de Cartola FC, tentando ajudar todos os cartoleiros com dicas e apostas. Bons jogadores, jogadores baratos, jogadores para não se colocar nessa rodada, tudo isso e muito mais!

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Craque até debaixo d’água!

Com mais um show de Neymar, Santos vence Juan Aurich e é líder do Grupo 1 da Libertadores

Por Rodrigo de Souza – @guinhosouza

Neymar já possui 11 gols em 12 jogos na temporada

Uma chuva que trouxe à memória do torcedor santista a vitória por 3 a 1 contra o Juventus, em 2006 (só quem estava lá sabe descrever a emoção daquele jogo). O Santos venceu a terceira seguida na Libertadores da América e agora é o líder isolado do grupo. Mesmo que a chuva tenha atrapalhado o Peixe para atingir o já esperado volume de jogo, a equipe conseguiu satisfazer a torcida e garantir, sem nenhum risco, os três pontos.

Como já havia dito, o Juan Aurich não tem time para disputar uma competição forte como a Libertadores – tanto que já está eliminado, sem conquistar nenhum ponto. O Santos, agora primeiro colocado, precisa somente de uma vitória simples nos próximos dois jogos para garantir a classificação.

Parece que batemos sempre na mesma tecla, mas é impossível não comentar: como joga bola esse menino chamado Neymar! Mesmo com o dilúvio que caiu no Pacaembu, o jovem craque santista continuou mostrando o bom futebol e anotou o 11º gol em 12 jogos na temporada 2012. E caberia mais, com certeza.

Dracena já marcou cinco vezes em 2012

Outro que vem mostrando o dom de goleador é o zagueiro Edu Dracena, que já marcou cinco gols em 2012 e é o vice artilheiro da equipe alvinegra no ano. O zagueiro abriu o placar logo aos 14 minutos, após rebote do goleiro Penny. Mas atenção: não pense que mudei minha opinião sobre o beque. É visível que o jogador não consegue fazer com eficiência a principal função de um zagueiro: defender (o jogo de hoje não é parâmetro, já que o time peruano não trouxe perigo para a equipe santista). Ainda falta um xerife na zaga, alguém que passe tranquilidade aos demais jogadores de defesa.

Barcelona das Américas

As estatísticas do jogo são absurdas a favor do ‘Barcelona das Américas’: além de não receber nenhum chute ao gol no segundo tempo, o Santos acabou a partida com assombrosos 81% de posse de bola. A retranca sonolenta dos peruanos não saía para o contra-ataque e logo a equipe visitante perdia a bola. Dá até pra dizer que o time voltou feliz para casa: perdeu para o atual campeão da Libertadores por apenas dois gols.

Público total foi de 26.829 no Pacaembu

Outro destaque é o torcedor santista, que compareceu em peso no Pacaembu, apesar das adversidades: um jogo em uma noite chuvosa (ênfase no chuvosa) de quinta-feira. Cerca de 26.900 pessoas assistiram a vitória santista das arquibancadas do Paulo Machado de Carvalho (e cantaram o hino nacional, inclusive. Foi de arrepiar!). É a prova de que uma cidade com 400mil habitantes nunca será parâmetro para medir a torcida de um clube, inclusive.

Camisa 10 joga bola até na chuva

Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, nunca esteve tão certo. Ganso, mais uma vez, jogou o futebol que sabe e que todo o torcedor santista quer que ele jogue, agora em um gramado cheio de poças d’água.  Mesmo sem participar diretamente dos lances de gol (a não ser no segundo, quando roubou a bola e tocou para Borges, que serviu o garoto de moicano), Ganso fez outra bela atuação, se comportando como um verdadeiro dono da mística camisa 10 santista.

A próxima partida do Santos é contra o Internacional, no Beira-Rio. Se vencer, a equipe santista pode praticamente eliminar os gaúchos, dependendo do resultado de The Strongest x Juan Aurich. O jogo do Peixe acontece na próxima quarta-feira, às 21h50.

Imagens: Uol e Globo.com

Enfim líder!

Corinthians usa a cabeça para se tornar líder do grupo 6 da Libertadores

Por Julian Vieira – @Julian_Fiel

Edição: Rodrigo de Souza – @guinhosouza

Jogando como mandante e com um público que ultrapassava 30 mil espectadores, a equipe brasileira buscava a segunda vitória no campeonato e, consequentemente,  a liderança do grupo. Ela veio após a cobrança de falta de Alex, onde Danilo usou a cabeça para dar a vitória ao time paulista, aos 35 minutos da primeira etapa.

A partida

O Corinthians não demonstrou dificuldade ao vencer o Cruz Azul em casa, tanto que os primeiros 10 minutos foram só de pressão do Timão em cima da defesa mexicana. O ritmo diminuiu apenas aos 15 minutos, mas a equipe alvinegra continuou mantendo a posse de bola.

O Cruz Azul pouco criava, usando das cobranças de falta do meia Gimenez a principal arma para chegar ao gol de Julio César. A primeira chance clara de gol do time mexicano aconteceu apenas aos 23 minutos de jogo, com o próprio meia em cobrança de falta.

A equipe paulista criava mas errava nas finalizações, o que demonstrava o nervosismo do time. E o Cruz Azul aproveitava dos erros corinthianos para sair nos contra-ataques.

Até que, aos 35 minutos da partida, na cobrança de falta de Alex, Danilo apareceu de cabeça, tirando as chances do goleiro Corona: Corinthains 1 x 0 Cruz Azul. Assim o Timão espanta o nervosismo e começa a jogar com mais tranquilidade até o fim da primeira etapa.

Danilo, novamente, resolvendo para a equipe corinthiana

A equipe brasileira novamente começa pressionando a retaguarda da equipe mexicana na volta do segundo tempo. Aos 4 minutos, em uma troca de passes de Paulinho com Danilo, o camisa 8 corintiano arrisca um chute de fora da área que obriga o goleiro Corona a fazer boa defesa. Dois minutos depois, Fábio Santos consegue, em jogada individual, driblar dois marcadores e ficar cara a cara com o goleiro mexicano. Mas, na hora da finalização, a defesa consegue colocar para escanteio.

O Corinthians fica até os 25 minutos do segundo tempo sem levar pressão do adversário, ao contrário da equipe mexicana, que se defende como pode. Com isso o time alvinegro controla o jogo tocando a bola na intermediária, e fazendo jogadas de linha de fundo. Tite apenas fez duas modificações durante o jogo, saindo Liedson para a entrada de Emerson – aos 23 minutos – e Alex dando lugar a Elton – 40 minutos.

Goleiro Corona fazendo milagres no gol mexicano

Só aos 42 minutos da etapa final o Cruz Azul levou grande perigo a defesa corintiana, com o atacante mexicano Vela chutando a bola na trave (ele tinha acabado de entrar no jogo). Após o susto, o Timão voltou a dominar a partida até o arbitro encerrar.

Com essa vitória o Corinthians se torna o líder do grupo, com 8 pontos; O segundo colocado, Cruz Azul, tem 7 pontos; Nacional-PAR, terceiro, 3 pontos; E, por último, o Deportivo Táchira, com apenas 1 ponto.

Fotos: lancenet.com e site oficial do Cruz Azul

Vivos!

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Por Rodrigo Menegat – @RodrigoMenegat

            Escanteio cobrado, trave carimbada, defesa do goleiro, e Nilmar estufa os cordéis..Sorondo cabeceia e corre em direção à massa ensandecida. Giulliano surge entre a fumaça e num toque sutil põe a bola no fundo da rede argentina. Andrezinho e seus gols de falta, uma, duas, várias vezes.  A história recente do Inter parece condicionada à gols que insistem em surgir apenas nos minutos finais.

E o no último jogo não foi diferente: ainda que a partida contra o The Strongest, em La Paz, não fosse exatamente uma decisão, o gol de empate marcado por Gilberto, aos 43 minutos do segundo tempo, foi importantíssimo. Deu ao Colorado tranquilidade para os próximos confrontos e a temporária condição de líder do grupo.

3.640 m de altitude: muito se fala dos efeitos nocivos do rarefeito ar andino sobre atletas. Náusea, tontura, dor de cabeça. E, sobretudo, fadiga. No linguajar do futebol, “falta pulmão”. É muito difícil para qualquer equipe subir a cordilheira e encarar venezuelanos, equatorianos ou bolivianos em seus domínios. Ainda que muitas vezes a qualidade técnica dos times da região seja limitada, pode-se dizer que as montanhas jogam a seu favor.

O Inter sofreu para aguentar a altitude.

Foi o que aconteceu. Não aparentava se tratar de “onze contra onze”, para citar outro ditado comum no meio futebolístico. As camisas gualdinegras pareciam multiplicar-se, encurralando os gaúchos em seu campo. E a menor resistência do ar fazia com que os frequentes chutes de longa distância sempre fossem perigosíssimos. Muriel teve trabalho, foi o melhor em campo. Salvou o time vermelho de uma derrota estridente.

Mesmo com algumas boas chances perdidas, o Inter era subjugado em campo. E isso se confirmou com o gol do Tigre boliviano logo aos 26 segundos da etapa final. Os brasileiros não tinham fôlego. A bola não parava em seus pés, a perna parecia pesada na hora do passe. Dorival Júnior tentou mudar o panorama do confronto: colocou Bolatti, Jajá – que vinha de excepcional apresentação contra o Juventude no final de semana – e Gilberto na partida. Mas nada funcionava. O segundo gol auri-negro parecia próximo, provável.

Mas então a mística dos gols salvadores ressurgiu: Nei alçou para a área, Tinga desviou e a bola caiu nos pés de Gilberto. Em um primeiro momento, o atacante furou bisonhamente. Chutou o ar. Entretanto, os instantes derradeiros parecem adorar gols da Academia do Povo. A pelota, caprichosa, voltou para os pés do mesmo, que tocou no outro canto. Gol. O Inter empata, o Inter segue vivo. Vivíssimo.

Com gol chorado, Gilberto salvou o Inter nos últimos minutos

Um resultado negativo seria desastroso. Não apenas por complicar a tabela para os porto-alegrenses, mas por sepultar o bom clima que vem das duas goleadas seguidas nas partidas anteriores, e por somar-se à crise criada pelo caso Oscar – o jovem meia está envolvido em um imbróglio judicial com seu antigo clube, o São Paulo, e acabou cortado poucas horas antes da partida.

As circunstâncias do jogo, os efeitos vigorosos da altitude – Dagoberto, por exemplo, passou muito mal após ser substituído; Damião quase desabou nas escadas a caminho do vestiário –  e a ausência dos dois articuladores titulares, pois D’Alessandro segue no departamento médico, configuraram o empate num bom resultado. Mas a partida mais importante do clube no ano ainda está por vir. Dia 4 de Abril, aniversário de 103 anos do Inter, Inter e Santos se enfrentam no Beira-Rio. Vai sair faísca.

Imagens: Divulgação Sport Club Internacional

Focast 20/03

AAAAAALOHA!

Está no ar no quarto Focast, o podcast oficial do Focas Esporte Clube!

O programa de hoje é apresentado por Rodrigo de Souza, juntamente com Amauri Barbosa, Raphael Gierez, Bemtto Schleder, Gustavo Dornelles e Edgar Ribas.  Sem esquecer da participação de Eder Traskini, ao vivo de Marília!

Ouçam, comentem e divulguem!

Abraço, e até semana que vem!

No mais alto nível

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Por Edgar Ribas @Edgar1Ribas

Mesmo questionado, Roger Federer continua jogando no mais alto nível e mostra pra todos porque é um dos maiores atletas de todos os tempos (Ou vocês acham que existe alguém mais vencedor e com uma carreira tão intocável?). Neste domingo, 18/03, o suíço derrotou o anfitrião John Isner por 2 sets a 0 (7/6  e 6/3)  e somou sua 16ª vitória consecutiva em 2012.

Federer igualou Rafael Nadal como maior vencedor de Masters 1000

Este foi o 73º título de Federer, o terceiro consecutivo, após suas vitórias em Roterdã e Dubai. Além disso, Federer se torna o primeiro tetracampeão da história do torneio e ainda leva 1 milhão de dólares (R$ 1,8 milhões) para casa.

Como disse no twitter durante a partida, a única chance de Isner vencer Federer era manter o saque impecável e contar com a sorte. Não deu. O primeiro set foi para o tie brake e mesmo com erros bobos dos dois lados, Roger venceu.

Jogando com vantagem, o suíço foi ainda melhor. Depois de três games de saque sem perder pontos, Federer chamou Isner para a quadra e com duas passadas, chegou a dois break points. No nono game, o americano perdeu mais uma vez o saque ao jogar uma direita na rede. Game, set, match, Federer.

Em busca do topo

Roger tem apenas 2.190 pontos para defender no ranking até o final do Grand Slam parisiense e tudo leva a crer que, perto de completar 31 anos, o suíço possa passar Nadal, Djoko e voltar a liderar o ranking da ATP. No feminino, Azarenka mantém a liderança com folga.  Bellucci é o 47º e único brasileiro no top 100. João Souza, o Feijão, aparece no 104º lugar.

Veja a lista com dez melhores:
1. Djokovic, Novak (SER) 12.670
2. Nadal, Rafael (ESP) 10.175
3. Federer, Roger (SUI) 9.350
4. Murray, Andy (GBR) 7.450
5. Ferrer, David (ESP) 4.700
6. Tsonga, Jo-Wilfried (FRA) 4.535
7. Berdych, Tomas (CZE) 3.860
8. Fish, Mardy (EUA) 2.910
9. Tipsarevic, Janko (SER) 2.730
10. Isner, John (EUA) 2.675

Top 10 feminino:
1. Azarenka, Victoria (BLR) 9.730
2. Sharapova, Maria (RUS) 7.930
3. Kvitova, Petra (CZE) 7.170
4. Radwanska, Agnieszka (POL) 5.960
5. Stosur, Samantha (AUS) 5.825
6. Wozniacki, Caroline (DIN) 5.410
7. Bartoli, Marion (FRA) 4.710
8. Li, Na (CHN) 4.635
9. Zvonareva, Vera (RUS) 4.340
10. Petkovic, Andrea (ALE) 3.800

Imagem: globoesporte.com

A queda do gigante

Isner acerta 20 aces e elimina Novak Djokovic do Masters 1000 de Indian Wells

Por Rodrigo de Souza – @guinhosouza

Djokovic se lamenta após derrota para nº 10 John Isner

O sérvio Novak Djokovic não poderá defender o título do Masters 1000 de Indian Wells. O top 1 do mundo perdeu a semifinal para o norte-americano John Isner, por 2 sets a 1, e acabou eliminado da competição. Isner, agora no top 10 mundial, venceu dois tie-breaks – 7/6(7) e 7/6(5) – em 2h45min de partida.

O início do jogo foi péssimo para Isner, que logo no terceiro game já cedeu a quebra de jogo à Novak. Cometendo vários erros em lances não forçados, parecia que o jogo seria fácil para o sérvio. Djokovic começou a se atrapalhar no game que decidiria o set a seu favor, quando em um 5/4 cedeu uma quebra de jogo ao, então, 11º colocado do ranking, empatando a partida.

Isner aproveitava para acabar rapidamente com os pontos, enquanto Novak tentava sempre levar para o rally e esperar o erro do adversário. No primeiro tie-break da partida, o sérvio não conseguiu segurar os saques do americano e acabou perdendo por 9/7, encerrando o primeiro set em 7/6 para John Isner.

A torcida americana cresceu do lado de fora da quadra após o fim do primeiro set, e todos esperavam que John continuasse no mesmo ritmo que fazia até então. O que ninguém esperava, no entanto, é que Djoko crescesse na partida.

Americano acertou 20 aces na partida, um deles a 230km/h

Isner disparava seguidos aces – acertou 20 na partida –, mas Djokovic era mais sólido do fundo de quadra e esperava por chances no serviço do americano. O tenista da casa segurou as ótimas paralelas do número 1 até o oitavo game, quando o sérvio aproveitou uma direita longa de Isner para chegar à quebra e fazer 4/3 com a vantagem do saque. O americano parecia entregar o game: oito pontos depois, Novak fechou o set em 6/3 e empatou a partida.

O terceiro set continuou como de costume: Nole investia no rally e esperava o erro do americano, que forçava golpes para definir rapidamente os pontos. O sérvio teve um break point no sétimo game, mas Isner acertou um saque de simplesmente 230km/h e conseguiu se salvar. O jogo parecia caminhar tranquilo para o tie-break, mas Djoko ainda teve mais surpresas: sacando em 5/6, permitiu que o americano chegasse a um match point. O número 1, no entanto, se salvou com um forte saque, que Isner devolveu para fora.

No segundo tie-break da partida, Isner continuou fazendo o que mais soube durante todo o jogo: aces. John já iniciou o game decisivo com um belo ponto de saque e, rapidamente, abriu 6/3, com pontos disputadíssimos. Nole, com o saque, escapou de dois match points e deixou a decisão no saque do americano: 6/5. E como o saque é o ponto forte de Isner, ele não deixou barato: fechou o tie-break em 7/5 com mais um ace e eliminou o melhor jogador da atualidade, levando a torcida americana ao delírio.

Mas cadê o Edgar?

 Você que acompanha o Focas Esporte Clube deve estar pensando: o que o Rodrigo está fazendo escrevendo sobre tênis? O especialista não é o Edgar? Pois bem: fiz questão de escrever sobre a partida por cometer o maior vacilo da história do mundo das apostas (tá, nem tanto). Apostei todos os créditos que eu tinha em um site de apostas (e não eram poucos!) na vitória do sérvio e, pois bem… Perdi tudo.

#palavrãoexalando

 Lógico que, com a aposta que fiz, não perdi um lance do jogo de hoje e tinha todos os detalhes para escrever sobre ele. Jurava que sairia com uma grana ótima após o final do jogo, pois Novak era favoritíssimo para a partida. Já diria minha vó: “quanto mais alto, maior a queda”. Fica a lição (e a promessa) de nunca mais apostar tanto.

Imagens: Terra, Globoesporte e reprodução